14/06/16

Algarismos e identificação do seu autor

Na procura de um indivíduo que tenha cometido determinado crime ou atos de terrorismo, a polícia tenta investigar todos os sujeitos que apresentam caraterísticas físicas ou psicológicas semelhantes às do indivíduo suspeito.

O sujeito criminoso tentará por todos os meios disfarçar o seu aspeto físico e comportamental, a fim de iludir as autoridades policiais e dificultar a sua identificação: poderá deixar crescer a barba e o cabelo, usar óculos escuros ou escurecer a própria pele.

Na impossibilidade de recolha do ADN, de impressões digitais ou de provas testemunhais, os investigados dos atos criminais tendem a alargar o leque de suspeitos e, por vezes, pessoas irrepreensíveis, que nada têm a ver com atos criminosos, sofrem injustamente, apenas porque se encontravam no local errado e no momento errado.

Determinados indivíduos podem, até, possuir o mesmo nome e idêntica nacionalidade e tratar-se de pessoas completamente distintas.

Seria muito vantajoso para a investigação a descoberta de qualquer registo escrito encontrado na posse do sujeito suspeito. Quando este fosse chamado a produzir textos autógrafos, dificilmente conseguiria disfarçar as caraterísticas da escrita que lhe são próprias e acabaria por se autodenunciar.

Nos dois enunciados, acima apresentados – no contestado e no autógrafo – observam-se marcas que denunciam a mesma autoria: como o arredondamento dos ovais, a ausência de angulosidade, os movimentos finais fusiformes, a oclusão no topo de alguns carateres, a simetria volumétrica, o traçado denso e bem pressionado, o tipo de ligação, o ritmo e a velocidade destes enunciados, tipicamente, femininos. 

O enorme predomínio das semelhanças sobre as diferenças observadas nestas duas curtas séries numéricas, leva-nos a concluir que as mesmas se correspondem e que foram lavradas pela mesma pessoa. 
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