26/01/16

FALSIFICAÇÃO POR IMITAÇÃO GROSSEIRA


A afirmação constante no enunciado “B” é uma imitação grosseira da afirmação “A”.
O falsificador “B” não conseguiu captar o ritmo da escrita “A”, pecando por lentidão, tremor, paragens e faltas de ligação.
O traçado “B” é mais monótono e a pressão apresenta pouca diferenciação entre os movimentos descendentes e os ascendentes.
Enquanto as hastes literais do enunciado autógrafo “A” se inclinam ligeiramente para a esquerda, no enunciado contestado “B”, a inclinação é variável.
O imitador/falsificador terá sentido dificuldade em se adaptar a uma escrita com caraterísticas muito diferentes das da sua.
Os traços verticais da escrita autógrafa “A” são bem marcados, revelando a tendência do autor para pressionar mais acentuadamente os movimentos de contração e reduzir ao mínimo os de extensão. Este facto é comprovado pela presença de constantes movimentos aéreos que não se observam na escrita suspeita.
O bucle na parte superior da consoante “l”, em forma de vela, na frase autógrafa, difere bastante do bucle da frase suspeita que se encontra mais arredondado, inclinado para a direita e que fora realizado com maior lentidão. 
A barra da letra “t” na escrita “A” é muito mais leve do que em “B”. Quando o autor da escrita “B” pretende imitar a rapidez com que foi executada a barra da escrita “A”, ligando a haste e a letra seguinte, o que resulta é uma prova de falsa velocidade. Pois um movimento rápido não se perde em formas angulosas nem em ziguezagues.
Na hipótese de se tratar de uma auto-imitação ou auto-falsificação, o autor teria, com certeza, deixado algumas marcas por disfarçar, porque tem um estilo muito próprio e inconfundível. 
Depois de observação ao microscópio destas e doutras diferenças, pericialmente muito significativas, pode afirmar-se que os dois enunciados não se correspondem e que, muito provavelmente, terão sido escritos por pessoas diferentes.

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