Juan Miró, um dos expoentes do surrealismo, pintou centenas
de quadros e "desenhou" milhares de assinaturas. A espontaneidade, a imaginação e
a irracionalidade da sua linguagem artística estão patentes no modo como assina
as suas obras. Parece que cada assinatura se coaduna com o quadro que
autentica. Miró experimenta uma série de variedades de formas dos carateres,
com coloridos e dimensões diferentes. O modelo-padrão escolar parece ignorado por
alguém que não se quer submeter às regras caligráficas. As vogais são muito mais
pequenas do que as consoantes. As quatro letras de “Miró” surgem desniveladas
em relação à linha de base. O olhal da vogal “o” aparece, por vezes, pincelado,
como que por distração “voluntária”. Esta distorção da letra constitui uma alteração
criativa e intencional à norma. A sua escrita não segue os parâmetros da ordem
e da organização habituais, mas desenvolve-se de modo primitivo e infantil.
Parece manuscrita por uma criança, na fase inicial da aprendizagem. O traçado
muito carregado, as hastes torcidas, os pontos desnecessários e os traços
iniciais e finais prolongados testemunham o alheamento de Miró pela preocupação
estética e pelo controlo de razão.
https://www.facebook.com/CentroGrafologiaDocumentospiaForense?ref=hl
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