O aparecimento destes apêndices
iniciais e finais nas letras assume um importante papel na área da análise
psicológica e pericial, porque não são ensinados na fase da aprendizagem do
modelo da escrita, mas desenvolvem-se como criações individuais.
Os traços de arranque e de remate
dão-nos, respetivamente, uma ideia da autoimagem do sujeito e do modo como ele
reage perante o mundo exterior.
Eles ocupam um determinado
espaço, em consonância com o impulso psicomotor, constituindo uma projeção do
inconsciente. O seu significado varia consoante a zona onde surgem, sendo tanto
mais relevantes quanto mais elevada for a sua desproporção em relação à
restante escrita. Um traço amputado e outro demasiadamente grande terão um
sentido oposto. Todavia, qualquer interpretação será feita de acordo com o
contexto e com o ambiente da escrita.
A aceção psicológica varia também
conforme a forma que os traços assumem. Se forem curvos, projetarão uma imagem
de menor rigor do que se descreverem ângulos. De um escrevente de caráter dócil
e agradável não são de esperar gestos angulosos, porque estes refletem maior
agressividade.
Escrever uma palavra sem grandes prolongamentos
iniciais e finais é como abordar uma questão de modo sucinto e sem rodeios,
indo diretamente ao assunto. Enredar com traços desnecessários é perder tempo
com factos acessórios.
Se a pressão exercida for débil
ou firme, poderá indiciar sinais de fragilidade ou de fortaleza. Comparável a
um sujeito que ao cumprimentar o amigo encosta delicadamente os dedos à sua mão
ou àquele que o aperta tão intensamente que lhe comprime os dedos.
Os traços complicados e extravagantes
poderão exprimir uma necessidade de enfatizar as qualidades que o escrevente
possui ou mascarar as que se julga possuir. Será natural que as pessoas que
possuem estas marcas se exprimam com boa fluência verbal e gostem de exibir os
seus predicados.
1 comentário:
Adorei rsrsrsrsrs funciona msm ein!! Vou testar com o maridao rssr bjos
Enviar um comentário