07/07/13

Pegadas de “Escrita”


A observação das marcas deixadas na areia da praia faz lembrar-me uma imensa folha de papel carimbada com inúmeros selos brancos.
Por detrás da desordem e confusão aparentes, desta “escrita” coletiva, conseguem distinguir-se padrões de locomoção bípede.
Pegadas impressas por homens, mulheres e crianças mantêm algumas caraterísticas distintivas, enquanto aguardam que o mar as guarde no seu arquivo virtual.
Algumas descrevem linhas retas, outras oscilam para cima e para baixo, como as próprias ondas de branca espuma.
Inclinadas, invertidas ou verticais, penetram no macio solo arenoso, conforme o peso, largura e extensão dos pés de cada caminhante.
Com formas variadas e tamanhos diferentes - pequenos, médios ou gigantes - enxameiam todo o espaço.
Pressões fortes, seguras e nítidas, ou leves e frouxas, retratam baixos-relevos perfeitos ou superfícies congestionadas.
Ora se apresentam mais lentas e espasmódicas, ora, mais rápidas e precipitadas.
Umas exibem formas nítidas, porque estão unidas por movimentos aéreos, outras apresentam pequenas deformações, porque se   
encontram ligadas umas às outras por movimentos rasteiros.

Ritmadas ou cadenciadas avançam pelo areal, estas marcas humanas timbradas pela energia vital. 
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