08/04/13

Falsificação por imitação reiterada



     Diferenças de pressão e velocidade (in F. Dellavale)
A falsificação por memorização acontece após intenso treino e familiarização com o modelo a imitar. O falsificador consegue escrever com uma velocidade semelhante à da sua escrita autêntica. Neste caso, o perito deve procurar os detalhes do próprio estilo (gestos específicos) do falsificador que constituem uma espécie de tiques gráficos. Ao confrontar o documento falsificado com os autênticos, o grafólogo constatará a existência de determinados microgestos originados por impulsos psicomotores que constituem uma parte instintiva da personalidade e dos quais não se pode prescindir.
Estas pequenas marcas costumam ser tanto mais valorizadas na perícia quanto mais seja a sua constância, a sua pouca visibilidade e a dificuldade de imitação.
De entre os sinais mais difíceis de imitar constam a própria natureza do traçado com o seu jogo de plenos e perfis (dependentes da conjugação da pressão com a velocidade) e a sucessão de movimentos gráficos (proporção, elasticidade, dinâmica).
O exame da escrita não se limitará a simples comparações estáticas, mas saberá captar as caraterísticas dominantes e a dinâmica das tendências psíquicas do sujeito escrevente.
Deste modo, na imitação reiterada, torna-se mais difícil detetar a própria falsificação do que identificar o seu autor, porque este deixa sempre algumas “pegadas”, alguns traços pessoais.

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