31/03/13

Falsificação de documentos




Falsificação por sobreposição


          Negatoscópio para decalques
O falsificador coloca uma folha transparente sobre o documento e decalca-o. Posteriormente, servindo-se da transparência, constrói outro igual. Pode  servir-se de um vidro duma janela ou de um tampo transparente duma mesa para elaborar a cópia falsificada. Pode, ainda, fazer uma fotocópia normal do documento original, decalcá-la com uma ponta seca ou com lápis e, depois, escrever por cima com a caneta ou esferográfica igual à do original. Nestes casos, é fácil afirmar que há falsificação, mas torna-se difícil identificar o falsificador.
A falsificação por sobreposição (imitação servil) ou por decalque deixa indícios nas retomas, nas ligações, na pressão e nos movimentos tremidos. O falsificador tenta disfarçar a sua própria letra, imitando a letra de outrem. O traçado é lento, frouxo e hesitante. A pressão entre perfis e plenos aparece pouco diferenciada. Existem pequenos e múltiplos tremores, falta de dinamismo e de tensão, interrupções, retoques e algumas paragens da caneta. As letras surgem como que estacionadas. 
Uma fotocópia do documento contestado em papel de acetato e a sua sobreposição sobre o autêntico ajudará a detetar as igualdades formais, pois, a  sobreposição e o paralelismo exatos são a prova da falsificação. O perito  pode, igualmente, servir-se do negatoscópio (ou do vidro de uma janela ou de uma mesa de vidro com uma lâmpada por baixo). 
Este tipo de falsificação é mais fácil de descobrir do que o da imitação reiterada, mas torna-se mais difícil de identificar o seu autor.
O perito encontrará maiores dificuldades, se a escrita autógrafa for lenta e com predomínio da forma sobre o movimento. Se a autenticada ou autógrafa for tremida, o grafólogo saberá distinguir as tremuras angulosas de quem sofre de alguma patologia nervosa das sacudidelas intencionais do falsificador. 



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