31/07/09

Francisco Queiroz

José Francisco Ferreira Queiroz, 36 anos, licenciado em História e doutorado em História da Arte, Investigador, professor na Escola Superior Artística do Porto, prefere utilizar a designação de Psicologia da Escrita à de Grafologia, devido à conotação pejorativa a que esta, nalguns meios, ainda está associada.

Francisco Queiroz é um dos poucos estudiosos portugueses que descobriu o potencial desta ciência da escrita, que considera um ramo experimental da Psicologia.

Desde 1990, exerce actividade de investigação sobre a Psicologia da Escrita aplicada na investigação em História da Arte e sobre a escrita e o desenho de adolescentes.

Em 1991, escreveu Introdução à Psicologia da Escrita, o primeiro livro do género aplicado ao contexto português, escrito com rigor científico. É uma obra de leitura fácil e com uma grande abrangência.

Nos últimos anos, orientou vários seminários e cursos de Introdução à Psicologia da Escrita para estudantes do ensino superior e para professores dos ensinos secundário e superior (num deles tive eu a minha iniciação). Colabora com periódicos internacionais da especialidade.

Francisco Queiroz gosta de comparar os documentos manuscritos a fósseis, devido à enorme riqueza que subjaz no traçado. Só que a escrita, costuma repetir, não determina factos (praticados ou a praticar pelo sujeito escrevente), mas indica tão-somente tendências ou predisposições.

Muito espera a Psicologia da Escrita deste investigador, avesso a atitudes de ligeireza e desejoso de ver reconhecida em Portugal esta nova ciência.

Com a criação do seu Centro de Estudos de Psicologia da Escrita foi dado um primeiro passo “para auxiliar e fornecer formação a todos os verdadeiramente interessados”.

2 comentários:

Rafael Coelho disse...

O receio das conotações que possam apoucar ou denegrir a grafologia conforme o Senhor investigador Francisco Queiroz diz. Esse medo não é consentâneo com a investigação. Por isso, não acho muito acertada essa sua atitude. Os verdadeiros cientistas têm que ser atrevidos e arriscar ainda que no princípio os considerem malucos! Mas devem chamar às ciencias e as coisas pelo seu nome genuíno. Se assim não tivesse sido, ainda hoje a filosofia era o nome de todas as ciências.
A maior parte das ciências após terem sido descobertas foram criticadas pelos mais cépticos até pelos nomes que atribuíam.
Embora a Grafologia esteja de certo modo dentro do foro da Psicologia da Escrita, mas cada variante deve ter o seu próprio nome.
A Psicologia também se separou da
Filosofia.

Afonso disse...

Bom comentário.
Vê-se que se interessa pelas ciências e que tem uma noção exacta da necessidade de especificar o domínio de cada uma.