28/03/08

O contributo do grafólogo

Na actualidade a escola é solicitada a desempenhar diversas tarefas, numa sociedade em mudança, cada vez mais complexa e exigente, em que o ensino se generalizou.
Os educadores precisam de meios que lhes permitam identificar e superar as necessidades e os limites dos seus alunos e desenvolver as suas potencialidades. Ora, a grafologia estuda principalmente a escrita manual e é na escola que esta mais se pratica. Analisando vários textos ao longo de diversos anos de escolaridade ou em deteminado espaço de tempo, o grafólogo pode coloborar com outros agentes para conhecimento dum aluno, nomeadamente, professores, psicólogo e encarregados de educação. Mas convém lembrar que o significado das várias marcas na escrita varia de acordo com a idade: adulta, da adolescência e da infância.
P. Zanni, grafóloga italiana, num estudo de investigação publicado na revista Scrittura (2007), associa o indício de necessidade de segurança a uma escrita pouco evoluída, com arcadas, com hastes côncavas à direita, com ritmo lento e palavras muito juntas.
J. de Ajuriaguerra (1911-1993), psiquiatra basco, baseado nas variações dos itens de forma e de movimento da escrita, construiu uma escala para avaliar a idade grafomotora das crianças francesas.
U. Avé-Lalleman, psicóloga e grafóloga alemã, autora do teste das estrelas e das ondas (SWT), inventariou mais de duas dezenas de sinais de alarme - pedidos de socorro - na adolescência. A título de exemplo, muitos retoques na escrita seriam um indício de sofrimento interior.
É reconhecido que o autor duma escrita desarmónica, dificilmente se identifica com um aluno bem equilibrado e com bom sucesso.
Uma escrita que se desvie do modelo caligráfico e se personalize é, geralmente, um sinal positivo. E uma letra dita "feia"pode ser obra dum grande espírito criativo.
Torna-se, assim, importante saber interpretar os gestos gráficos que nunca são vazios de conteúdo psíquico, porque toda a escrita é um acto mental e individual.

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