29/03/08

Nova terminologia grafológica

A Sociedade Francesa de Grafologia na revista o n.º 267 de la graphologie publicou a nova nomenclatura dos géneros e espécies grafológicos, uma readaptação de glossário de J. Crépieux-Jamin: forma, dimensão, direcção (que incluía a inclinação), velocidade, pressão, continuidade e ordem.
A SFDG justifica a “reforma”devido à fraca presença de algumas espécies, à dificuldade em identificar e definir outras ,por causa da mudança das escritas e dos instrumentos actuais.
Mantém os sete géneros, desvalorizando a velocidade, devido à dificuldade em avaliá-la. São acrescentados os géneros: o movimento, a condução do traçado e a desigualdade (Crépiex-Jamin já falava da importância da desigualdade nos géneros como indicadora da sensibilidade do escrevente).
O movimento desdobra-se numa dezena de espécies que vão desde a ausência de movimento até ao movimento propulsivo.
A condução do traçado está relacionada com os movimentos de extensão (relaxamento) e de flexão (tensão). Segundo o predomínio do movimento, pode haver escritas hipotensas, flexíveis, firmes, tensas, hipertensas.
A desigualdade relaciona-se com as variações ou irregularidades da escrita nos vários géneros.
A pressão mantém-se, mas é designada por traço (trait), que inclui o relevo e o calibre.
Existem vantagens numa uniformização terminológica. Certamente, outras associações e países seguirão estes passos. Hoje em dia, torna-se necessária a utilização da mesma linguagem numa ciência. No entanto, como a grafologia se serve de vários métodos, está ligada a realidades sociais diferentes e se encontra numa fase de auto-afirmação, uma uniformização rigorosa poderia prejudicar o seu avanço.
Em Portugal, a Grafologia ainda não possui o estatuto de ciência que alguns preferem designar por Psicologia da Escrita, para libertá-la de conotações exotéricas; outros mantêm o termo clássico de Grafologia que na minha opinião é mais abrangente e histórico, havendo o cuidado de não confundi-la com as ciências ditas ocultas e não descurando nunca uma sólida formação psicológica do grafólogo.

1 comentário:

Rapha3 disse...

Considerando a biliografia sobre a Ciência grafológica, que tive o prazer de ler nos últimos tempos.
Leva-me acrer que um estudo bem aprofundado desta Ciência será
mais tarde muito útil em todas as actividades que envolvam o homem. Dado que pode ser feita uma análise precisa e concisa nas vertentes:
psicológica,patológica,moral e
comportamental. Que poderá fornecer dados muito importantes a fim que se possa avaliar qual a capacidade intelectual,o carácter e de liderança que determinado indvíduo tem para desempenhar certas funções:
de Governante,Director industrial, Director comercial, chefe militar e chefe policial, etc.
Creio que se a maiora dos nossos chefes actuais não desempenhariam altos cargos se tivessem sido submetidos obrigatóriamente a um exame Grafo-Psicotécnico.