NOVIDADES

21/07/14

A língua aramaica e a escrita de Jesus Cristo


 
Alguém me colocou a questão: Como seria a escrita de Jesus Cristo?
Esta é uma pergunta fácil de fazer, mas de difícil resposta.
Não sendo este o espaço mais apropriado para tratar este tema, não vou, contudo, deixar de tecer sobre ele algumas considerações.
Porém, esta questão, que me foi colocada, faz todo o sentido. Se conseguimos conhecer as tendências de um indivíduo através da sua escrita, também seria possível deduzir como teria sido a sua escrita, com base nas tendências pessoais. Ora as caraterísticas da  personalidade de Jesus são bem conhecidas.
Não consta que Cristo fosse muito dado à escrita, nos seus ensinamentos, preferindo o discurso oral. Todavia, teria utilizado o aramaico, com carateres cuneiformes e escrito da direita para a esquerda, contrariamente às línguas ocidentais.
A sua escrita não se distinguiria muito da dos seus concidadãos, uma vez que Jesus pretendia passar por uma pessoa “comum”, integrada na própria comunidade. Talvez encontrássemos nela elementos semelhantes aos das pessoas humildes e retas. Seria uma letra legível, sem artificialismos nem traços exagerados. Utilizaria sinais simples, porque não teria sentido a necessidade de recorrer a máscaras gráficas para camuflar tendências indesejáveis.


João, evangelista, no episódio da mulher adúltera, relata que Jesus se baixou e escreveu na terra com o dedo. Trata-se da única referência à escrita de Jesus, mas desconhece-se a sua forma e o seu conteúdo. É muito estranho que uma personalidade como a de Cristo, que pretendia instaurar uma doutrina, não se tenha servido da linguagem escrita para a divulgar. Os documentos escritos imprimiriam, com certeza, uma maior precisão ao seu pensamento e reduziriam ou evitariam ulteriores interpretações, por vezes, contraditórias.
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12/07/14

Escrita de Renato Seabra


Extrato de uma carta escrita por Renato Seabra, em setembro de 2013, à jornalista Marta Dhanis.

O jovem modelo Renato Seabra cumpre uma pena mínima de 25 anos por ter assassinado e mutilado o cronista social Carlos Castro, de 65 anos, num quarto do Hotel Intercontinental, em Manhattan, em janeiro de 2011.
Renato Seara diz-se arrependido e perturbado pelos maléficos atos praticados, mas os verdadeiros motivos deste horroroso crime estão ainda por esclarecer. Que circunstâncias ou alterações terão ocorrido na sua personalidade naquele dia e àquela hora? A sua escrita revelará tendências de homicida?
As principais caraterísticas que costumam encontrar-se na escrita de homicidas são:
  •        a irregularidade da pressão  (pressão deslocada, aumentos bruscos de pressão, maças e acerados),
  •        as  ligações e os traços finais em diagonal ascendente,
  •        as mudanças bruscas de inclinação e de forma,
  •        a rigidez do traçado,
  •        as barras dos t em diagonal ascendente,
  •        os finais disparados e os traços pontiagudos,
  •        as rasuras ou corte da assinatura,
  •        a confusão entre linhas,
  •        a falta de distância entre palavras.

A escrita de Renato é organizada, legível e simples, com margens irregulares (relacionadas com sinceridade e inconstância).
Os carateres têm uma dimensão média, com algumas desigualdades e com predomínio das hastes sobre as pernas das letras (refletindo, talvez as suas remotas aspirações).
A forma é caligráfica, arredondada, arcada, infantil, com os traços iniciais e finais inibidos. Observam-se ovais fechados com laço e alguns erros ortográficos (parecendo mais dado à introversão do que à extroversão).
A velocidade aparenta ser lenta (não parece dado a precipitações).
A direção da linha de base não se pode avaliar corretamente, porque Renato preferiu escrever em papel pautado.
As letras encontram-se, ligeiramente, inclinadas para a direita e, às vezes, verticais (os projetos futuros são uma incógnita).
As carateres aparecem ora ligados, ora desligados ou adossados, sem traços exagerados (sinais de alguma instabilidade).
A assinatura é legível, simples e semelhante ao texto (indício de coerência e sinceridade).

Concluímos que nos parâmetros observados da escrita de Renato Seabra não se detetam indícios de agressividade. E, na simplicidade do seu grafismo, não se conseguem descobrir tendências para matar.
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