01/06/13

Falsificação de documentos - O caso Dreyfus

Em 1894, Madame Bastian, espia dos serviços secretos franceses, trabalhava como empregada doméstica na embaixada alemã, em Paris. Enquanto procedia à remoção do lixo no cesto dos papéis, encontrou pedaços de uma carta anónima (le bordereau), com informações importantes sobre o exército francês. Madame Bastian entregou os fragmentos descobertos aos serviços secretos franceses. O Ministério da Guerra contratou Paty De Clam e o coronel D`Aboville,  grafólogos amadores, para que averiguassem a autoria da missiva.
Alfred Dreyfus, oficial do exército francês, de origem judaica, foi considerado o principal suspeito e condenado a prisão perpétua.
Três anos mais tarde, o irmão de Dreyfus soube que o verdadeiro autor foi Charles Esterhazy, oficial do estado-maior do exército. Ocorreu um segundo julgamento, mas a sentença não foi alterada. Em 13 de janeiro de 1898, Émile Zola, escandalizado com a injustiça, escreveu uma carta aberta, intitulada J`Acuse, ao presidente da república, publicada no jornal republicano L`Aurore. A polémica foi enorme e dividiu a França entre sionistas e antissemitas.
Em 1906, uma perícia estatístico-grafológica, realizada pelo matemático Henri Poincaré, atribuiu a autoria da carta a Esterhazy. Este, protegido pelas cúpulas militares, não pagou, devidamente, pela sua traição ao exército.

 Dreyfus foi inocentado, mas nunca foi restabelecido totalmente na sua carreira militar 
Outros casos: https://www.facebook.com/CentroGrafologiaDocumentospiaForense?ref=hl

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