25/05/13

Falsificação de documentos - doação de Constantino


Em 476, o Império Romano do Ocidente caiu, devido às invasões bárbaras na Europa

. Este acontecimento enfraquecera a religião cristã face às pagãs.  

Cerca de um século, após a morte de Constantino (272-337), com o objetivo de fortalecer o Cristianismo, foi forjado um documento por determinado elemento do alto clero, nunca identificado.
Tratava-se de uma suposta “Doação” de Constantino ao Papa Silvestre I, onde o imperador confessava a sua fé e declarava ter sido curado da lepra por intercessão do Papa.
Em 1433, o imperador Oto III duvidou da sua autenticidade. Porém, foi Lorenzo Valla (1407-1457), escritor e filósofo italiano, que publicou um panfleto onde provou a falsidade do documento. Entre os elementos da prova constavam:
·        a natureza do testamento que não correspondia aos da época de Constantino,
·        a presença de erros linguísticos,
·        a utilização de helenismos e de barbarismos em desuso na época de Constantino
·        a incongruência temporal do termo “sátrapa” (expressão de natureza oriental) para se referir aos elementos do Senado Romano,
·        a menção de Constantinopla como cidade cristã que na época de Constantiniana não estava cristianizada.
Até ao século XV, a “Doação” foi considerada autêntica e serviu para justificar o domínio temporal dos Papas sobre os territórios do império Romano do Ocidente, mas, até a própria Igreja reconheceu a falsidade do documento.
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