NOVIDADES

29/05/13

A escrita de um sem-abrigo




O que esconde ou revela esta escrita?

Escrita de um sem-abrigo, caucasiano, com 35 anos de idade e com 4.º ano de escolaridade.
Trabalhou como servente na construção civil, acabando no desemprego.
Para agravar a situação surgiram-lhe problemas familiares.
Seguiu-se uma vida de fome e roubo para matar a mesma fome,
acabando num albergue. Com esta escrita em maiúsculas tipográficas manifesta  o seu orgulho e a própria dignidade.
Agora, refere como os seus principais desejos: sair do albergue, ter uma

vida como a maioria das outras pessoas, ter saúde, dignidade e respeito.
https://www.facebook.com/CentroGrafologiaDocumentospiaForense?ref=hl

25/05/13

Falsificação de documentos - doação de Constantino


Em 476, o Império Romano do Ocidente caiu, devido às invasões bárbaras na Europa

. Este acontecimento enfraquecera a religião cristã face às pagãs.  

Cerca de um século, após a morte de Constantino (272-337), com o objetivo de fortalecer o Cristianismo, foi forjado um documento por determinado elemento do alto clero, nunca identificado.
Tratava-se de uma suposta “Doação” de Constantino ao Papa Silvestre I, onde o imperador confessava a sua fé e declarava ter sido curado da lepra por intercessão do Papa.
Em 1433, o imperador Oto III duvidou da sua autenticidade. Porém, foi Lorenzo Valla (1407-1457), escritor e filósofo italiano, que publicou um panfleto onde provou a falsidade do documento. Entre os elementos da prova constavam:
·        a natureza do testamento que não correspondia aos da época de Constantino,
·        a presença de erros linguísticos,
·        a utilização de helenismos e de barbarismos em desuso na época de Constantino
·        a incongruência temporal do termo “sátrapa” (expressão de natureza oriental) para se referir aos elementos do Senado Romano,
·        a menção de Constantinopla como cidade cristã que na época de Constantiniana não estava cristianizada.
Até ao século XV, a “Doação” foi considerada autêntica e serviu para justificar o domínio temporal dos Papas sobre os territórios do império Romano do Ocidente, mas, até a própria Igreja reconheceu a falsidade do documento.
Pelo facebook: https://www.facebook.com/CentroGrafologiaDocumentospiaForense?ref=hl

09/05/13

Falsificação de documentos: os falsos diários de Hitler

A revista alemã Der Stern por intermédio de Heidemann comprou, por 10 milhões de marcos, vários volumes de supostos diários secretos de Hitler que teriam sido recuperados entre os destroços de um avião, num acidente aéreo em Börnersdorf e que cobriam o período entre 1932 e 1945.
Com a compra deste "importante" achado, Heidemann julgava conseguir uma grande fortuna. Para o efeito, solicitou a opinião dos historiadores Hugh Trever-Roper e   Gerhard L. Weinberg, espertos em História da Segunda Guerra Mundial, que, num exame superficial,  consideraram os documentos autênticos.
Vários meios de comunicação colocaram muitas reservas à autenticidade dos “Diários” (62 volumes), uma vez que Hitler era pouco dado à escrita e, nos últimos anos, tremia muito.
Em 1983, Der Stern publicou alguns extratos dos documentos adquiridos e revelou a história da descoberta que despertou um enorme interesse nos principais meios de comunicação internacionais.
Weinberg pediu à Stern que fosse realizada uma perícia forense aos supostos “Diários”. Um grupo de especialistas do Arquivo Federal do Serviço Federal de Investigações e do Departamento de Análise de Materiais verificou que o papel, a tinta, a cola e a capa de encadernação em que os documentos estavam impressos teriam sido fabricados em data posterior à morte de Hitler. O grafólogo estadunidense, Charles Hamilton, também concluiu que se tratava de uma falsificação grosseira. O autor dos “Diários” baseara-se no livro “Hitler: Discursos e Proclamações 1832-1945”, de Max Domarus, e transmitira uma imagem benévola de Hitler que contradizia a realidade manifesta nos crimes cometidos pelo ditador.
Descoberta a fraude, Konrad Kujau, especialista em falsificações, confessou a autoria dos “Diários” e foi condenado a quatro anos e meio de prisão, juntamente com o periodista Heidemann.
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