24/09/10

Premissas básicas da análise pericial forense

O movimento gráfico resulta da conjugação de factores psíquicos, neurológicos e somáticos do indivíduo, que fazem com que o acto da escrita seja mental, único e irrepetível.


• A observação do suporte é um passo essencial na avaliação da autenticidade da escrita.


• Não há imitações perfeitas, porque não existem personalidades que se correspondam completamente, pois se duas escritas (ou assinaturas) forem exatamente iguais uma delas é falsa.


• Os traços da escrita não são avaliados como um produto isolado, mas contextualizados e integrados num processo dinâmico.


• Quanto mais espontâneo se apresentar o grafismo, maior é a sua representatividade.


• Pequenas diferenças na escrita não contrariam, mas indiciam a autoria, porque toda a personalidade é complexa e dinâmica.


• Provar com certeza absoluta que dois grafismos pertencem a determinada pessoa torna-se uma tarefa muitas vezes  impossível, porque é desconhecer as inumeráveis possibilidades de coincidência ou de imitação.


• O recurso ao sistema de identificação biométrico (caneta com sensores) pode ser uma mais-valia para reforçar a prova da autenticidade ou da falsidade.


• As conclusões devem ser claras, concretas, concisas e coerentes.

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