NOVIDADES

19/10/09

Falsificação de Vermeer

A leiteira, uma das obras mais importantes de Vermeer
A falsificação, quando é total, costuma designar-se por contrafacção e por falsificação, quando é parcial: sujeita a junção, a eliminação ou a substituição de certas partes.

Para estabelecer a autoria ou não autoria de obras de arte, recorre-se, à peritagem gráfica, à análise química das tintas, das telas, dos materiais de suporte, à luz rasante, aos raios ultravioletas, infravermelhos ou laser.

Uma rigorosa análise grafológica da assinatura, confrontada com outras do mesmo autor, poderia facilitar a autenticação, porém, nos tempos antigos, as obras de arte apareciam por assinar.

Não se pode garantir a 100% a autenticidade de determinadas obras de arte, sendo provável que circulem no mercado muitas telas mal atribuídas, especialmente aquelas supostamente pintadas por grandes artistas já desaparecidos e que continuam a ser negociados por avultadas quantias.

Há galeristas que acumularam grandes fortunas à custa da falsificação e da comercialização de obras de artistas famosos como Dali, Picasso, Renoir e outros.

Na história das falsificações ficou famoso o caso do holandês Hans van Meegeren, (1889-1947), dotado de enorme talento para falsificação de obras de arte. Falsificou obras como Cristo e os Discípulos de Emaús, Mulher Surpreendida em Adultério e O Jovem Cristo Ensinando no Templo, atribuídos indevidamente a Johannes Vermeer (1632-1675), grande mestre holandês.

Meegeren, conseguia reproduzir os pigmentos da época, mas, perante a polícia, confessou ter falsificado obras-primas de Vermeer.

Meegeren, além de falsificador, foi um grande génio da pintura e poderia ser colocado ao lado dos grandes mestres holandeses. Foram os próprios críticos de arte que incluíram as obras de Meegeren no catálogo de Vermeer.

Meegeren ficou conhecido como um mago na arte da falsificação. Ele não se limitou a copiar Vermeer, mas pintou quadros e colocou neles a assinatura de Vermeer.

A grafologia terá um importante papel a desempenhar neste domínio, não só em relação à assinatura do artista, mas também no que respeita a qualidade do seu traçado (pressão, direcção, forma, distribuição,…). Se duas assinaturas sobrepostas coincidirem exactamente (se forem iguaizinhas) é prova evidente que uma ou ambas são falsas).

01/10/09

Prova Grafológica da Verdade

Francisco Viñals Carrera, nascido em Barcelona, no ano 1958, é jurista, criminalista, especialista em AT, consultor, grafoanalista e professor da Universidade Autónoma de Barcelona e da Escola de Polícia da Catalunha. Em conjunto com MariLuz Puente, escreveu Diccionario Jurídico-pericial del documento escrito, Análisis de Escritos y Documentos en los Servicios Secretos, Pericia Caligráfica Judicial. Práctica, casos y modelos, Psicodiagnóstico por la Escritura – Grafoanálisis Transaccional e, últimamente, Grafologia Criminal.
Baseado na Grafologia Emocional de Honroth criou a Prova da Verdade Grafológica, aplicada com êxito na Secção de Inteligência do Estado Maior da Região Militar Pirenaica.
Servindo-se de palavras-chave, Viñals distribui-as estrategicamente ao longo dum texto ditado ao sujeito suspeito. Tais termos funcionam como lapsus calami. Ou seja, o escrevente ao redigir certas palavras sente-se tocado emocionalmente e marca-as inconscientemente com diferenças grafonómicas (quebras de linha, rasuras, falta de firmeza, maior ou menor dimensão,...).
Para que a verdade ou mentira sejam detectadas, o perito deve proceder de modo a que o presumível falsificador utilize o menos possível a reflexão.
Viñals, apesar de reconhecer que a Prova da Verdade Grafológica apresenta grande fiabilidade, afirma que a mesma não deve ser utilizada em exclusivo, mas completada com uma prova caligráfica.

Citações grafológicas

A pressão  fica deslocada quando se escreve com  a esferográfica entre o dedo indicador e o médio (F. Viñals e M. Puente).
A verdadeira palavra do homem é a palavra escrita, porque só ela é imortal (João de Deus, em Cartilha Maternal, 1876).
A escrita representa uma forma sociológica de comunicação (M. Pulver).
Não há duas escritas iguais (J. Crépieux-Jamin).
A escrita é um produto psicológico (M. Marchesan).
O que mais importa na análise são os desvios do modelo (L. Klages).
Os esquerdinos contrariados deixam sempre a descoberto pequenas anomalias gráficas (A. Vels).
Eu escrevo como sou, mas nem tudo o que sou está reflectido no que escrevo (F. Queiroz).
A assinatura é a expressão das exigências do eu (L. Torbidoni).
A assinatura é o reflexo do eu íntimo e da sua projecção exterior (M. Puente e F. Viñals).
A micrografia e a macrografia são indicadoras de patologia (M. Habib e G. Serratrice).
O significado dum sinal gráfico raramente tem valor absoluto, mas é determinado pelo contexto (Pophal).
Descontextualizar um sinal é uma operação cientificamente incorrecta (P. Cristofanelli).
A escrita é uma harmonia de que o grafólogo decompõe os acordos para voltar a compô-los sob outra forma (J. Crépieux-Jamin).
O grafólogo estuda a grafia como um processo e não como um produto inerte (P. Cristofanelli)-
Muitos psicanalistas servem-se, com grande vantagem, da análise grafológica (A. Teillard).
Nenhum dos campos em que a personalidade humana se pode exprimir está excluído da análise grafológica (F.Giacometti).
Ninguém é capaz de imitar completamente as características gráficas de outra pessoa (anónimo).
A escrita é um gesto fossilizado (M. de Grave).
A expressividade grafológica recai especialmente sobre o ritmo e sobre o movimento (M. Moreno).
Uma assinatura de grandes dimensões, sem pressão, é como uma fogueira de palha (F. Viñals).
A assinatura é uma biografia abreviada do seu autor (M. Pulver).
Toda a assinatura verdadeira apresenta diferenças e toda a assinatura falsa, semelhanças (M. Xandró).
A perfeita sobreposição de duas assinaturas é prova evidente da sua falsificação (anónimo).
As palavras sobre a folha em branco revelam a alma na sua nudez (G. Maupassant).
Toda a escrita é a imediata manifestação do ser íntimo intelectual e moral (J. H. Michon).
Disfarçar a própria escrita é tão difícil como disfarçar a fisionomia (J.Grohman).
Dá-me a escrita duma mulher e eu te direi o seu carácter (W. Shakespeare).
Há escritas que me deslumbram porque são como minas de ouro (A. Vaz da Silva).
A escrita é um meio de comunicação ímpar e o inconsciente revela-se aí tanto como nos sonhos (A. Vaz da Silva).
A Grafologia vale o que valem os grafólogos que a praticam ( E. Mira e López).
O ritmo é o nervo vital da escrita (Muller e Enskat).
A elasticidade máxima significa abertura para o outro, no sentido mais amplo e mais nobre do termo (R. Wieser).
O ritmo é antes de mais um fluxo e refluxo que se repete em intervalos mais ou menos regulares (R. Heiss).
A profundidade é a terceira dimensão da escrita (M. Pulver).
A escrita está, como uma partitura de música, regida por três leis: ritmo, melodia e harmonia (Trillat).
A maneira de escrever exprime algo do temperamento natural (Leibniz).
A escrita é o relevo visível do pensamento (H. Michon).
A escrita não é produto da mão, mas do cérebro (R. Saudek).
O carácter gráfico de cada pessoa que escreve é específico, devido ao facto de cada uma ter uma natureza diferente (P. Aldorisius).
A grafologia ensina-nos que a escrita bonita é feia grafologicamente (G. Moretti).
A grafologia é irmã da psicologia (G. Moretti).
A escrita permite-nos compreender a personalidade do escrevente (S. Lena).
Cada sinal recebe do contexto o seu colorido particular (L. Torbidoni).
A escrita é um movimento constante do eu em direcção ao tu (M. Pulver).
O homem que escreve desenha inconscientemente a sua natureza interior (M. Pulver).
Erra o grafólogo, onde acerta a grafologia (M. Xandró)
A todo o movimento psíquico corresponde um movimento corporal análogo (L. Klages)
O avanço de um processo de demência pode ser seguido através da desorganização e desintegração das ligações gráficas (E. Mira Y López)