12/07/14

Escrita de Renato Seabra


Extrato de uma carta escrita por Renato Seabra, em setembro de 2013, à jornalista Marta Dhanis.

O jovem modelo Renato Seabra cumpre uma pena mínima de 25 anos por ter assassinado e mutilado o cronista social Carlos Castro, de 65 anos, num quarto do Hotel Intercontinental, em Manhattan, em janeiro de 2011.
Renato Seara diz-se arrependido e perturbado pelos maléficos atos praticados, mas os verdadeiros motivos deste horroroso crime estão ainda por esclarecer. Que circunstâncias ou alterações terão ocorrido na sua personalidade naquele dia e àquela hora? A sua escrita revelará tendências de homicida?
As principais caraterísticas que costumam encontrar-se na escrita de homicidas são:
  •        a irregularidade da pressão  (pressão deslocada, aumentos bruscos de pressão, maças e acerados),
  •        as  ligações e os traços finais em diagonal ascendente,
  •        as mudanças bruscas de inclinação e de forma,
  •        a rigidez do traçado,
  •        as barras dos t em diagonal ascendente,
  •        os finais disparados e os traços pontiagudos,
  •        as rasuras ou corte da assinatura,
  •        a confusão entre linhas,
  •        a falta de distância entre palavras.

A escrita de Renato é organizada, legível e simples, com margens irregulares (relacionadas com sinceridade e inconstância).
Os carateres têm uma dimensão média, com algumas desigualdades e com predomínio das hastes sobre as pernas das letras (refletindo, talvez as suas remotas aspirações).
A forma é caligráfica, arredondada, arcada, infantil, com os traços iniciais e finais inibidos. Observam-se ovais fechados com laço e alguns erros ortográficos (parecendo mais dado à introversão do que à extroversão).
A velocidade aparenta ser lenta (não parece dado a precipitações).
A direção da linha de base não se pode avaliar corretamente, porque Renato preferiu escrever em papel pautado.
As letras encontram-se, ligeiramente, inclinadas para a direita e, às vezes, verticais (os projetos futuros são uma incógnita).
As carateres aparecem ora ligados, ora desligados ou adossados, sem traços exagerados (sinais de alguma instabilidade).
A assinatura é legível, simples e semelhante ao texto (indício de coerência e sinceridade).

Concluímos que nos parâmetros observados da escrita de Renato Seabra não se detetam indícios de agressividade. E, na simplicidade do seu grafismo, não se conseguem descobrir tendências para matar.
https://www.facebook.com/CentroGrafologiaDocumentospiaForense?ref=hl

17/06/14

Grafite de revolta

Este grafite, em forma de ponta de lança, foi feito num muro de uma propriedade privada em Ermesinde, Portugal. À semelhança de uma lança que pode penetrar num objeto, o autor desta escrita gladiada anónima pretende atingir, crítica ou ironicamente, o adversário. A sua grande capacidade de observação torna-o capaz de desmascarar intrigas.

Podemos interrogar-nos sobre os alvos a atingir com este grafite. Os proprietários do imóvel? Os políticos? A revolta interior contra alguém indeterminado? A própria ação de grafitar exprime já um sentimento de inconformismo e de vingança. Não foi, com certeza, pelo simples prazer da escrita que o “grafiteiro” escolheu um muro rugoso para expressar os seus sentimentos, gastando tinta e tempo. Outras expressões escritas, provavelmente, pelo mesmo autor, que foram encontradas noutros locais, apresentam idênticas formas decrescentes.

Se repararmos mais em pormenor, verificamos que, afinal, na mesma palavra “MALDITOS” surgem não uma, mas duas séries de letras decrescentes ou gladiadas. A primeira abrange as quatro primeiras letras MALD e a segunda, as últimas quatro ITOS.  
A primeira letra “M” antecipa já as formas ensiformes que se seguirão, apresentando a primeira perna maior do que a segunda.
Desconhece-se o género, a idade, a profissão e as habilitações literárias do escrevente. Sob este grafismo de aspeto simples, lento, desalinhado, desligado e com pressão desigual, pode esconder-se alguém com uma mente acutilante e que domine bem a escrita.
Sobressai a exagerada acentuação da sílaba tónica, especialmente a vogal “I”, para realçar o significado do termo “MALDITOS”. A pinta pesada e em forma de acento tenderá a expressar inconscientemente o grito de revolta.

A palavra original tem, aproximadamente, um metro de comprimento, dimensão não muito extensa, mas suficiente para transmitir o desagrado físico ou mental de um indivíduo que preferiu manter o anonimato.
Este grafite, em forma de ponta de lança, foi feito num muro de uma propriedade privada em Ermesinde, Portugal. À semelhança de uma lança que pode penetrar num objeto, o autor desta escrita gladiada anónima pretende atingir, crítica ou ironicamente, o adversário. A sua grande capacidade de observação torna-o capaz de desmascarar intrigas.
Podemos interrogar-nos sobre os alvos a atingir com este grafite. Os proprietários do imóvel? Os políticos? A revolta interior contra alguém indeterminado? A própria ação de grafitar exprime já um sentimento de inconformismo e de vingança. Não foi, com certeza, pelo simples prazer da escrita que o “grafiteiro” escolheu um muro rugoso para expressar os seus sentimentos, gastando tinta e tempo. Outras expressões escritas, provavelmente, pelo mesmo autor, que foram encontradas noutros locais, apresentam idênticas formas decrescentes.
Se repararmos mais em pormenor, verificamos que, afinal, na mesma palavra “MALDITOS” surgem não uma, mas duas séries de letras decrescentes ou gladiadas. A primeira abrange as quatro primeiras letras MALD e a segunda, as últimas quatro ITOS.  
A primeira letra “M” antecipa já as formas ensiformes que se seguirão, apresentando a primeira perna maior do que a segunda.
Desconhece-se o género, a idade, a profissão e as habilitações literárias do escrevente. Sob este grafismo de aspeto simples, lento, desalinhado, desligado e com pressão desigual, pode esconder-se alguém com uma mente acutilante e que domine bem a escrita.
Sobressai a exagerada acentuação da sílaba tónica, especialmente a vogal “I”, para realçar o significado do termo “MALDITOS”. A pinta pesada e em forma de acento tenderá a expressar inconscientemente o grito de revolta.
A palavra original tem, aproximadamente, um metro de comprimento, dimensão não muito extensa, mas suficiente para transmitir o desagrado físico ou mental de um indivíduo que preferiu manter o anonimato.Este grafite, em forma de ponta de lança, foi feito num muro de uma propriedade privada em Ermesinde, Portugal. À semelhança de uma lança que pode penetrar num objeto, o autor desta escrita gladiada anónima pretende atingir, crítica ou ironicamente, o adversário. A sua grande capacidade de observação torna-o capaz de desmascarar intrigas.
Podemos interrogar-nos sobre os alvos a atingir com este grafite. Os proprietários do imóvel? Os políticos? A revolta interior contra alguém indeterminado? A própria ação de grafitar exprime já um sentimento de inconformismo e de vingança. Não foi, com certeza, pelo simples prazer da escrita que o “grafiteiro” escolheu um muro rugoso para expressar os seus sentimentos, gastando tinta e tempo. Outras expressões escritas, provavelmente, pelo mesmo autor, que foram encontradas noutros locais, apresentam idênticas formas decrescentes.
Se repararmos mais em pormenor, verificamos que, afinal, na mesma palavra “MALDITOS” surgem não uma, mas duas séries de letras decrescentes ou gladiadas. A primeira abrange as quatro primeiras letras MALD e a segunda, as últimas quatro ITOS.  
A primeira letra “M” antecipa já as formas ensiformes que se seguirão, apresentando a primeira perna maior do que a segunda.
Desconhece-se o género, a idade, a profissão e as habilitações literárias do escrevente. Sob este grafismo de aspeto simples, lento, desalinhado, desligado e com pressão desigual, pode esconder-se alguém com uma mente acutilante e que domine bem a escrita.
Sobressai a exagerada acentuação da sílaba tónica, especialmente a vogal “I”, para realçar o significado do termo “MALDITOS”. A pinta pesada e em forma de acento tenderá a expressar inconscientemente o grito de revolta.
A palavra original tem, aproximadamente, um metro de comprimento, dimensão não muito extensa, mas suficiente para transmitir o desagrado físico ou mental de um indivíduo que preferiu manter o anonimato.
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30/04/14

Escrita de Vasco Graça Moura


Vasco Graça Moura, pessoa erudita, falecido aos 72 anos, licenciou-se em Direito, mas dedicou-se, intensamente, à escrita como ensaísta, poeta e tradutor.
Observando este pequeno texto escrito, em 1978, quando Graça Moura tinha 36 anos, conseguem-se evidenciar algumas caraterísticas da sua personalidade.
A sua escrita, impulsionada para frente, ligeiramente, ondulada, ritmada e rápida, indicia vivacidade de pensamento e de ação. Os múltiplos sinais de criatividade evidenciam-se, especialmente, na forma como estabelece a ligação entre as letras e traça as barras de alguns “tt”. O “gesto da independência”, patente no modo como traça a haste da letra “p”, tipo antena, costuma associar-se ao desejo de independência. Manifesta-se, também, o seu poder de conciliação, devido ao predomínio dos movimentos arredondados em detrimento dos angulosos.
A assinatura simples, semelhante ao texto e sem traços desnecessários, revela sinceridade e coerência em relação aos outros e consigo próprio. 
Vasco de Graça Moura remou contra a maré, na sua oposição acérrima ao último Acordo Ortográfico.
Foi um poeta original e um tradutor invulgarmente abrangente, traduzindo clássicos, como Shakespeare, Dante, Petrarca, Lorca e Racine.
Entre as distinções recebidas contam-se o Prémio Fernando Pessoa, a Coroa de Ouro do Festival de Struga e o Prémio Nacional de Tradução, este atribuído, em 2007, pelo Ministério da Cultura italiano.
 Poema de V. G. Moura dedicado à Mãe - “Lâmpada votiva 3” (2002):
“Agora deu-se à terra o que é da terra
e as flores amontoam-se em sinal
de ser fugaz a vida, sobre a cal.
e enquanto cada dia desaferra,

com o seu sopro bravio virão ventos
e as gaivotas, levando-lhes outras vozes,
uivos do mar, pios, metamorfoses.
nada ela escutará nesses momentos.

haverá fumo e fogo, deslembranças,
ecos, recordações, nuvens, ruídos,
outros cortejos tristes, recolhidos,
ali por perto hão-de brincar crianças

num jogo descuidado. um grupo vence-o.

mas fica a minha mãe posta em silêncio.”

https://www.facebook.com/afonso.sousa.370

23/02/14

Escrita de uma pessoa cumpridora e de outra não cumpridora

Esta curta análise grafológica constitui o 150 º artigo do meu blog www.graphologia.blogspot.com , onde pode ser lida na íntegra.  
A crescente afluência de interessados por esta área do conhecimento incitou-me a escrever ao longo dos últimos anos. O blog obteve mais de 230.000 visitas, por pessoas de várias nações, com destaque para o Brasil, Portugal, Estados Unidos da América, Angola, Espanha e Argentina.
As palavras representadas na imagem foram extraídas de documentos escritos por António e Manuel, nomes fictícios. Trata-se de dois industriais da construção civil, do sexo masculino, possuidores de poucas habilitações literárias. O António tem cerca de 40 anos e o Manuel, à volta de 60. Apresento aqui, apenas, estas três palavras para evitar que os seus autores sejam identificados.
Esta curta análise grafológica não tem como objetivo descobrir as tendências ou pré-disposições destas personalidades, através da escrita. Tem, antes, como finalidade precisamente o inverso, ou seja, verificar se as pré-disposições, já conhecidas, destes sujeitos, para assumirem ou não os seus compromissos, deixam algumas marcas no modo como escrevem.
Quais são as marcas da escrita que indiciam que estas personalidades cumprem ou não os seus deveres profissionais?
Nestas palavras e em tantas outras pertencentes aos documentos analisados podem observar-se alguns sinais que nos indiquem que um sujeito é cumpridor e outro não? A resposta é afirmativa.
A debilidade e inconstância do António (autor dos termos 1 e 2) sobressai no traçado mais superficial. A inconstância e o consequente impacto negativo com o ambiente estão indiciados pela letra inicial “E” fragmentada, pelo “s” deformado e pelos carateres com dimensão irregular. A tendência para a incoerência, para a desordem e para a confusão estão refletidas nas letras deformadas. A sua ambição desmedida pode estar associada às hastes demasiado prolongadas. A dificuldade de socialização e de adaptação está associada às letras soldadas umas às outras, em vez de se apresentarem unidas normalmente.
O Manuel, indivíduo firme, apresenta uma pressão do traçado forte (termo 3). As suas boas capacidades de organização e de adaptação ao meio social estão patentes na adoção do modelo caligráfico. A modéstia e sinceridade que o caraterizam espelha-se na simplicidade dos carateres. A intuição e necessidade de clareza estão representadas pela falta de ligação e pela separação das letras nas palavras. A cautela e algum cansaço do Manuel estão refletidos na linha de base ligeiramente descente.   
A debilidade, a inconstância, o impacto negativo no meio social, a ambição desmedida e a dificuldade de socialização e de adaptação exprimem a tendência do António para o incumprimento.
Quando o António cumprimenta um amigo, aperta-lhe, levemente, a mão, exprimindo, inconscientemente, “não me comprometo”. 
As tendências ou pré-disposições de Manuel para cumprir os seus deveres deduzem-se da firmeza, objetividade, adaptação ao meio ambiente e sinceridade. Quando ele cumprimenta alguém aperta-lhe a mão com força, sugerindo, irrefletidamente, “em mim podes confiar”.

As assinaturas do António e do Manuel são semelhantes aos seus textos. A velocidade dos seus grafismos aparenta ser maior do que na realidade é. As alterações efetuadas não resultam de um ímpeto de criatividade, mas de escasso domínio da linguagem.O contexto gráfico do António apresenta-se menos positivo do que o do Manuel.

Conclui-se que o Manuel será mais digno de confiança do que o António. Com este será aconselhável agir com cautela e segurança, porque terá tendência a faltar aos seus compromissos. Com o Manuel poderá negociar-se à-vontade, uma vez que se trata de uma pessoa sincera e cumpridora da palavra dada. 

09/02/14

As assinaturas de Miró




Juan Miró, um dos expoentes do surrealismo, pintou centenas de quadros e "desenhou" milhares de assinaturas. A espontaneidade, a imaginação e a irracionalidade da sua linguagem artística estão patentes no modo como assina as suas obras. Parece que cada assinatura se coaduna com o quadro que autentica. Miró experimenta uma série de variedades de formas dos carateres, com coloridos e dimensões diferentes. O modelo-padrão escolar parece ignorado por alguém que não se quer submeter às regras caligráficas. As vogais são muito mais pequenas do que as consoantes. As quatro letras de “Miró” surgem desniveladas em relação à linha de base. O olhal da vogal “o” aparece, por vezes, pincelado, como que por distração “voluntária”. Esta distorção da letra constitui uma alteração criativa e intencional à norma. A sua escrita não segue os parâmetros da ordem e da organização habituais, mas desenvolve-se de modo primitivo e infantil. Parece manuscrita por uma criança, na fase inicial da aprendizagem. O traçado muito carregado, as hastes torcidas, os pontos desnecessários e os traços iniciais e finais prolongados testemunham o alheamento de Miró pela preocupação estética e pelo controlo de razão. 
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04/02/14

Falsificação da carta da irmã Lúcia



A falsificação de documentos é tão antiga como a própria escrita.
Na Suméria, cerca do ano 4000 a.C., apareceram os primeiros casos de falsificação de documentos.
No tempo dos imperadores Constantino, Marco Aurélio e Justiniano já se comparavam as escritas para a descoberta do falso ou do verdadeiro autor.
O Édito de Teodorico (entre 500 e 526 d.C.) previa a pena de morte para diversos tipos de falsificação de documentos.
Nenhum setor da sociedade escapa aos falsificadores, uma vez que existe sempre alguém que não se conforma com a verdade dos factos e pretende disfarçá-los em proveito próprio, desejando parecer maior do que é ou possuir mais do que tem.
Mesmo no campo religioso também houve falsificações. Basta recordar as célebres (falsas) “doações” do imperador Constantino à Igreja, com o objetivo de fortalecer Cristianismo perante o paganismo ou as outras religiões.
O exemplo que apresento da falsificação de uma carta de Lúcia sobre o 3.º segredo de Fátima, ocorrida há dezenas de anos, levantou, na época, uma grande polémica. Neste, como noutros casos, o falsificador deixou marcas que não conseguiu disfarçar.
Apesar da fraca resolução das imagens, observam-se algumas caraterísticas que distinguem, com elevado grau de probabilidade, a carta autêntica (Fig. A) da falsa (Fig. B). As diferenças quanto ao conteúdo e quanto ao vocabulário utilizados são, neste caso, analisadas.
A carta falsa possui uma acentuada irregularidade de carateres, quanto à inclinação e dimensão, que não se verifica na autêntica.
A carta falsa contém palavras decrescentes que não se observam na autêntica.
A acentuação apresenta-se mais atrasada, na contestada, e mais adiantada na autêntica.
O traço sinistrogiro com que termina o ditongo “ão” é mais lento e menos espontâneo, na falsa do que na autêntica.
Os ritmos da escrita são inconfundíveis: mais alterado o da contestada e mais monocórdio o da autêntica.

O gesto típico descendente, presente no final da letra “h” da carta autêntica, não está sempre presente na carta falsa e, quando aparece, surge mal disfarçado.

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23/12/13

A curva e o ângulo na escrita manual





As formas curva (Fig. A) e angulosa (Fig. B) constituem os dois principais pilares da grafologia de Moretti. Elas podem observar-se na estrutura das próprias letras e nas ligações das mesmas.
 

Já J.H. MIchon, na descrição dos diversos sinais gráficos, afirmava que a curva e o ângulo constituíam a essência da escrita.

A escrita redonda retarda a progressão do movimento e do ritmo para se concentrar no aspeto formal, ao passo que uma escrita angulosa surge impulsionada para a frente.


Estas caraterísticas gráficas não surgem de modo abstrato, mas são derivadas dos movimentos consecutivos de extensão e de tensão, de abdução e adução, de um modo mais suave na escrita arredondada e de uma maneira mais brusca na escrita angulosa.


A interação equilibrada destas duas orientações do movimento grafoescritural (nem excessivamente redondo nem demasiado anguloso) revela a harmonia do Ego do escrevente, representando uma espécie de compromisso entre o instinto de defesa e de ataque, entre a passividade e a atividade.
Escrita redonda (extraída de A. Vels)
O autor da escrita arredondada terá predisposição para contornar os obstáculos e para se adaptar ao meio ambiente. O utilizador de escrita angulosa tenderá a cortar a direito, sem medir, devidamente, as consequências. Os extremos podem refletir, ainda, a tendência para a prodigalidade e esbanjamento, no primeiro caso, e um acentuado egoísmo e açambarcamento, no segundo.

Uma é comparável a um balão flexível e envolvente, o outro pode comparar-se a um caça-bombardeiro rígido, combativo e repelente. Uma provém de uma personalidade em que predomina a razão, outro, de um indivíduo em que impera a emoção.
Escrita angulosa (extraída de A. Vels)

Cada grafismo é o resultado de uma ação individual, apresentando múltiplas facetas representativas da personalidade de cada sujeito. Portanto, a escrita não se resume a estas duas caraterísticas, existindo outros numerosos fatores que reforçam ou reduzem o seu sentido psicológico.

Do ponto de vista pericial, estes formatos são bastante pertinentes, porque o escrevente que utiliza, normalmente, uma escrita curva, apresentará sinais de hesitação ao fazer, com rapidez e espontaneidade, uma escrita angulosa.