Extrato de carta anónima
O
escrevente mantém o anonimato em cartas ou panfletos que escreve sem os assinar, nem se identificar, geralmente, com o objetivo de denunciar ou censurar alguém.
A pessoa anónima, para tornar mais difícil a sua identificação, pode simular menor cultura, empregando termos mais vulgares do que aqueles que normalmente utiliza; pode dar erros ortográficos, intencionalmente; pode usar uma linguagem artificial. Por isso, o perito tem que estar atento àquelas expressões que, por desatenção ou inconscientemente, escapam ao autor da carta. Se aparecem termos cultos, se há palavras difíceis bem acentuadas, se existe artificialidade.
As alterações das letras mais comuns acontecem na forma: nas letras tipográficas nas maiúsculas, na escrita infantil, numa escrita completamente diferente e em alterações da dimensão. O disfarçante pode escrever com uma mão diferente da habitual.
Não é fácil descobrir o autor dos anónimos, especialmente se não houver suspeitos ou se a população for numerosa. Além da análise da escrita, pode também ser fundamental o próprio conteúdo. Nestes casos, para filtragem, recorre-se à sociolinguística e ao estudo de outras circunstâncias ou factos conjunturais.
A anonimografia pode ser, simplesmente, fruto de uma psicomania de escrevente, de pessoas imaturas que não querem dar a cara, mascarando-se com todos os meios ao seu alcance.
O importante para descobrir o autor duma carta ou escrito anónimo é ir ao encontro de alguns suspeitos, porque uma grande quantidade de presumíveis autores torna a tarefa demasiado árdua.
Para
encolhermos o leque de opções teremos que colocar as questões: qual a vantagem
que pessoa anónima pretende obter ou que interesse tem em prejudicar outrem? Trata-se,
normalmente, de alguém que está muito próximo do indivíduo visado.
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